A criação de um novo visto está sendo estudado pela Nova Zelândia para receber refugiados climáticos

Distribuídas pelo mundo, existem várias famílias e também comunidades inteiras que já estão sendo afetadas pelas alterações climáticas. Elas estão sendo obrigadas a deixar os seus lares e em alguns casos, até mesmo o próprio país, para tentar recomeçar uma nova vida. Essas pessoas pertencem a um grupo que vem crescendo cada vez mais, sendo conhecidos como “refugiados climáticos”.

Apesar desse problema ser grave, as regras internacionais não identificam essa condição das vítimas que foram afetadas por essas alterações climáticas. Quando por exemplo, um país insular está ameaçado pelo aumento do nível das águas que banham o seu território, não existem garantias de que outros países irão receber as famílias que vão ser afetadas, ou até mesmo as que já estão sendo vítimas, de que elas possam morar nesses países de maneira permanente.

A Nova Zelândia acabou negando o pedido de asilo de duas famílias que moravam  em Tuvalu,  um pequeno conjunto de ilhas na Polinésia, que estão passando por dificuldades geradas pelas mudanças climáticas. O tribunal que estudou a situação dessas famílias, entendeu que esse pedido não tinha nenhuma relação com qualquer uma das bases da Convenção de Refugiados.

Para se caracterizar como um refugiado, uma pessoa que entra com um pedido de asilo, precisa mostrar onde ela está sendo ameaçada ou perseguida, precisando se enquadrar em um dos fundamentos da Convenção de Refugiados, como religião, opinião política, nacionalidade, raça ou pertencer a um grupo social distinto.

Esse pedido que foi negado pela Nova Zelândia gerou uma polêmica mundial, e o ministro do país James Shaw, declarou que estudos estão sendo feitos no sentido de criar um novo tipo de visto humanitário, para aqueles que residem em áreas desprotegidas no Pacífico e que sofrem com o aumento das águas do mar, em consequência das mudanças climáticas extremas. Segundo ele, esse visto teria uma quantidade limitada e atenderia cem pedidos por ano.

Apesar de ter um número limitado, a Nova Zelândia passaria a ser o primeiro país a identificar a situação específica desses refugiados, através desse novo visto. Essa decisão abre caminho para que outros países possam sofrer pressões através de grupos ativistas e da opinião pública mundial.

 

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