Agência americana aprova medicamento para o tratamento da esclerose múltipla

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A substância ocrelizumabe, foi finalmente aprovada pela FDA (agência americana de saúde) para ser utilizada no tratamento das duas versões da esclerose múltipla, a primária progressiva e a remitente recorrente. A droga aprovada pela agência, é a primeira desenvolvida para tratar a forma mais rara e mais agressiva da doença, a primária progressiva. Quando utilizada no tratamento, a droga tem o efeito de barrar os sintomas da doença, como a paralisia física e a degeneração cognitiva.

Para a droga ser aprovada, a agência FDA se baseou no estudo de três pesquisas recentes publicadas pelo New England Jounal of Medicine. Os resultados das três pesquisas apontaram que o ocrelizumabe apresentou resultados significativos no tratamento da esclerose múltipla recorrente. A droga reduziu as atividades conduzidas pela doença e barrou o processo de progressão da inflamação, tudo isso com poucos efeitos colaterais. Os portadores desse tipo de esclerose, já contam com algumas opções de tratamento e terapias, no entanto, as drogas desenvolvidas para tratar a esclerose múltipla recorrente, provocam diversos efeitos colaterais que prejudicam a vida do paciente.

No caso dos portadores da esclerose primária progressiva, a droga conseguiu diminuir de forma moderada a degeneração causada pela doença. Ou seja, a substância demonstrou ter um efeito muito positivo no tratamento da doença que ainda seguia sem nenhuma opção para os portadores. Além dos efeitos positivos alcançado pela substância, o ocrelizumabe não apresenta efeitos colaterais significativos.

A substância ocrelizumabe tem um funcionamento bem simples no organismo: ela atuará como um anticorpo que barrará as células B, uma classe de células imunológicas. Essa classe de células são responsáveis por combater infecções no corpo quando atuam normalmente. No entanto, quando o funcionamento delas está desajustado, as células contribuem danificando o sistema nervoso central, o que desencadeia a progressão da esclerose. O tratamento deverá ser feito de seis em seis meses para que os efeitos possam ser notáveis pelo paciente.

A venda da substância começará a ser feita nos Estados Unidos até o final do mês de abril. O Genentech ficará responsável pelas vendas no território americano, a empresa é um dos parceiros do laboratório farmacêutico Roche. O líder do comitê que fiscalizou os testes da droga, Stephen Hauser, afirmou em comunicado: “Eu vejo isso como um grande passo. A magnitude dos benefícios que percebemos com o ocrelizumabe em todas as formas de escleroses são realmente impressionantes”, Hauser também é presidente do “Departamento de Neurologia da Universidade da Califórnia”.

As duas formas da esclerose múltipla, são responsáveis por causar uma inflamação crônica no sistema imunológico. A doença acontece quando as células de defesa específicas do corpo começam a atacar o sistema nervoso central, o que provoca uma série de consequências, como as dificuldades motoras e sensoriais. As causas da esclerose múltipla ainda são um mistério para a equipe científica que estuda a doença.

 

 

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