Carro flex que roda com gasolina aumenta em 30% a poluição do ar

Para quem dirige um carro flex há mais opções na hora de abastecer o veículo. A autonomia permite que o motorista escolha entre a gasolina e o etanol, que pode representar uma grande economia na hora de pagar. Os motoristas que sempre estão atentos aos menores preços têm uma regra matemática sempre pronta na hora de abastecer que diz o seguinte: o etanol deve ser até 70% o valor da gasolina para ser mais barato, se for mais caro que isso então o custo benefício não compensa, já que o rendimento da gasolina é maior.

Apesar do rendimento elevado do derivado do petróleo, optar por abastecer com gasolina tem grande impacto para o planeta. Um estudo realizado por brasileiros revelou que a troca do álcool pela gasolina tem um impacto de 30% a mais da concentração de partículas consideradas ultrafinas que são liberadas pelo derivado do petróleo na atmosfera. Esses poluentes possuem esse nome por apresentarem um tamanho muito pequeno, sendo um diâmetro menor que 50 nanômetros (nm).

O estudo foi realizado com dados coletados pelo IFUSP – Instituto de Física da Universidade de São Paulo, entre o período de janeiro a maio do ano de 2011. Os dados são da zona oeste da capital de São Paulo.

Durante o período, o estudo registrou um aumento no preço do etanol que consequentemente alavancou as vendas da gasolina. A procura pelo derivado do petróleo foi tanta que o Brasil teve até que importar gasolina de outros países para atender a demanda nacional.

O estudo que foi publicado pelo jornal Nature Communications, revelou que esse período onde a gasolina foi mais procurada pelos consumidores as partículas ultrafinas tiveram um aumento de 30% na atmosfera. Isso somente com os dados dos carros de São Paulo, a nível nacional o aumento é ainda maior.

O professor do IFUSP e também co-autor do estudo, Paulo Artaxo, revelou: “Essas nanopartículas poluentes são tão pequenas que se comportam como se fossem moléculas de gás. Quando inaladas, elas podem ignorar a defesa do sistema respiratório e atingir os alvéolos dos pulmões. Potencialmente tóxicas, elas podem entrar na corrente sanguínea e aumentar a incidência de problemas respiratórios e cardiovasculares na população”.

 

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