Combate a sífilis recebe reforço de 200 milhões de reais para realização de ações

O diagnóstico e tratamento de sífilis teve suas ações de preservação intensificadas no Brasil inteiro. O governo através do Ministério da Saúde, lançou um exame chamado de Resposta Rápida à Sífilis que pode ser realizada nas Redes de Atenção. Os municípios terão 200 milhões de reais garantidos com o plano, através da emenda parlamentar para o combate da doença . As cidades que concentram mais da metade dos casos terão a prioridade na ação.

O abastecimento da penicilina, o principal remédio utilizado para tratar a doença, também será garantido no plano que tem previsão na rede pública até 2019. O ministério assumiu a compra de medicamentos centralizada e recebeu mais de 13 milhões de reais para adquirir as 2,5 milhões de ampolas de penicilina benzatina, para o tratamento da sífilis em gestantes. Foram compradas também 450 mil ampolas de penicilina cristalina para curar a doença nos bebês.

O diagnóstico será um foco no combate, e deve aumentar a quantidade de testes realizados nas gestantes. A doença se identificada no primeiro trimestre da gestação e a realização de um tratamento adequado impedem que a mãe transmita a doença para o bebê. As crianças que se infectaram pela doença terão acompanhamento de perto.

O ministro da saúde Ricardo Barros, afirma que a estratégia que conscientiza os brasileiros é fundamental no combate a doença. Barros explicou que garante o fornecimento dos municípios com a penicilina e o aumento das ofertas dos testes. “É necessária uma transformação na conduta dos profissionais de saúde e também da população”.

A sífilis é uma infecção causada pela bactéria Treponema pallidum e tem uma manifestação em três estágios, sendo elas a primária, secundária e terciária. Ela aparece no início através de uma pequena ferida no órgão sexual, conhecida como cancro duro, acompanhada de ínguas e caroços.

A transmissão acontece durante as relações sexuais sem o uso de preservativos, e também através da transfusão de sangue contaminado e durante a gestação e o parto.

O Boletim Epidemiológico deste ano informou que entre 2015 e 2016 a sífilis teve um aumento de 27,9%, no caso das gestantes teve aumento de 14,7% e a congênita em 4,7% de aumento.

 

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