Economia brasileira ganha novo fôlego; Marcio Alaor reporta

Embora ainda demande cautela, a economia brasileira tem apresentado sinais evidentes de recuperação, mesmo que isso ocorra de forma gradativa, apontam os especialistas. O executivo Marcio Alaor, do Banco BMG, sempre atento às novidades do setor, reporta material publicado pela Folha de São Paulo, constatando que a produção industrial cresceu 2,3% em dezembro do último ano, comparado à novembro.

Este dado é o que move a confiança da economia. A melhora expressiva em relação ao último indicativo – alta de apenas 0,4% em novembro – evidencia que o setor caminha em direção a dias melhores, de maior perspectiva para todos os brasileiros, depois de anos difíceis.

Marcio Alaor, do BMG, ainda cita a pesquisa para relembrar o fraco desempenho da economia do país nos últimos dois anos. Após uma queda expressiva de 8,3% em 2015, 2016 ainda trouxe outro recuo – de 6,6%, o que gerou enorme crise e diversos momentos de instabilidade econômica.

A retomada de crescimento surgiu apenas no final de 2016, sendo impulsionada especialmente pelo setor automotivo, conforme reporta o executivo do BMG, Marcio Alaor. De acordo com o economista Felipe Salles, isto é reflexo de um movimento conhecido como “desova de estoque” por parte das concessionárias e revendas.

Expectativa positiva

Em geral, os bancos esperam aumento de 1% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2016, como forma de sacramentar a retomada da economia. Já o mercado é considerado mais receoso e trabalha com uma estimativa de aumento de 0,5%, após dois anos de recessão. Marcio Alaor, do Banco BMG, ainda reforça a ideia de confiança republicando a opinião do economista Marcelo Carvalho, que diz que a recuperação da confiança empresarial é outro indicativo de que a retomada veio para ficar.

Pesquisas que medem a confiança do setor empresarial apresentaram, nos dois últimos anos, resultados muito desanimadores. Era consenso a ideia de que a recessão impactava de maneira veemente o setor econômico. No entanto, a recuperação parece estar mais palpável neste momento, embora a cautela seja um dos conceitos que cerque todo e qualquer empresário brasileiro, dado às dificuldades recentes.

Consumo e produção industrial

Os indicativos de consumo ainda continuam em baixa dentro de uma perspectiva histórica, conforme aponta a economista Ariana Zerbinatti. Entretanto, isto pode melhorar, segundo ela, a partir da esteira entre a queda inflação e de um ritmo mais acelerado do corte de juros. Este cenário ocorrerá principalmente por conta da chamada demanda anêmica, além dos juros astronômicos aplicados atualmente.

Marcio Alaor, do Banco BMG, ainda cita a declaração de Marcelo Kfoury, superintendente econômico do Citi Brasil, que reforça as expectativas positivas para 2017. Segundo ele, o momento atual é ainda mais promissor do que a recuperação nos instantes finais de 2016, que acabou sendo um tanto quanto frustrada.

No entanto, o especialista crava que a retomada será considerada lenta, se arrastando até o final do ano. Ele aponta ainda que os juros mais baixos serão os principais agentes motivadores do crescimento da economia, fazendo com que as empresas limpem seus balanços e com que as famílias voltem a apostar no crédito.

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