Especialista explica que testes online sobre o Alzheimer são prejudiciais

 

Mais de 5 milhões de americanos vivem com a doença de Alzheimer hoje, e outra pessoa desenvolve a doença a cada 68 segundos. Segundo um Relatório Mundial, aqui no Brasil 1,2 milhões de pessoas já desenvolveram a doença. Em 2050, o número de pessoas que vivem com a doença de Alzheimer deverá triplicar.

Como se esses números não fossem suficientemente surpreendentes, considere isso: a doença de Alzheimer é a única causa de morte entre outras doenças que ainda não pode ser prevenida, curada ou minimizada. Pergunte a qualquer especialista, logo irão lhe dizer que quanto antes o diagnóstico, maior são as chances de o paciente viver bem.

“Nossa esperança é que, se pudéssemos identificar pacientes que estão desenvolvendo a doença precocemente, isso nos proporcionaria uma oportunidade muito melhor de intervir nos tratamentos, e é muito mais provável que esses tratamentos sejam eficazes”, explica o presidente de neurocirurgia no Centro Médico Cedars-Sinai, Keith Black.

Assim sendo, o diagnóstico de forma antecipada leva ao tratamento também de forma antecipada, mas algumas novidades da Conferência Internacional de Alzheimer da Associação de 2013 são preocupantes. Um painel de especialistas descobriu que 16 testes on-line para a doença de Alzheimer obtiveram pontuações escassas em escalas de validade científica global, confiabilidade e fatores éticos.

“O comportamento de autodiagnostico é cada vez mais popular em linha, e questionários livremente acessíveis que se chamam ‘testes’ para a doença de Alzheimer estão disponíveis na internet”, diz Julie Robillard.

“No entanto, pouco se sabe sobre a validade científica e a confiabilidade dessas ofertas e fatores relacionados à ética, incluindo pesquisa e conflito de interesse comercial, confidencialidade e consentimento. Francamente o que encontramos em linha foi angustiante e potencialmente prejudicial”.

Robillard e seus colegas da Universidade da Colúmbia Britânica descobriram que 8,8 milhões de visitantes mensais visitam esses sites de testes on-line.

Na mesma conferência, outro estudo concluiu que o diagnóstico errado da doença de Alzheimer em pacientes que realmente possuem demência vascular ou doença de Parkinson, leva a um excesso substancial de custos de cuidados. O estudo, conduzido pela Analysis Group, concluiu que os custos de cuidados errôneos são superiores a US$ 14 mil ao ano por paciente. Esses custos excedentes diminuem eventualmente se forem realizados diagnósticos corretos.

“Os recentes desenvolvimentos em tecnologia melhoraram muito nossa capacidade de diagnosticar adequadamente os pacientes com deficiência cognitiva. Nossos resultados sugerem que há benefícios econômicos para diagnosticar adequadamente o mais cedo possível a causa do comprometimento cognitivo” disse Noam Kirson, especialista do Analysis Group.

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