Estudo identificou que casos de câncer relacionados a diabetes e sobrepeso

Um novo estudo sobre prontuários de pacientes com câncer revelou que diabetes e sobrepeso respondem por cerca de 6% dos casos de câncer no mundo, um total de 792.600 casos de câncer dentre os analisados pelos pesquisadores. O estudo identificou que as duas doenças, a diabetes e o alto IMC – Índice de Massa Corporal, são dois fatores diretamente relacionados com casos de câncer.

Segundo o estudo, determinados tipos de câncer estão ainda mais ligados com os dois fatores citados, sendo eles: câncer do endométrio em 38,4% dos casos e câncer de fígado em 24,5% dos casos.

De um modo mais isolado, o estudo revelou que 289.100 casos de pacientes com câncer tiveram ligação com diabetes e outros 544.300 casos estavam relacionados com pacientes que apresentavam um alto IMC. A incidência dos dois fatores juntos foi ainda maior, chegando a quase duas vezes mais comuns, tanto para os homens quanto para as mulheres.

Publicado pelo “The Lancet – Diabetes & Endrocrinology”, o estudo teve como autor principal o pesquisador do Imperial College of London, Jonathan Pearson-Stuttard.

Ao todo, a pesquisa utilizou informações de 175 países coletadas no ano de 2012. Dentre os parâmetros utilizados para as comparações, os pesquisadores mediram o IMC igual ou maior que 25 kg/m², esse dado foi utilizado como medidor de risco para o desenvolvimento de um câncer. Além disso, os pesquisadores ainda consideraram um intervalo de tempo para o surgimento do câncer de pelo menos 10 anos.

Esse estudo tem grande importância para a sociedade mundial, pois a cada ano o número de pessoas com diabetes e com sobrepeso aumenta. Os últimos dados da OMS – Organização Mundial da Saúde, revelam que havia 422 milhões de pessoas com diabetes em 2014. Esse dado é um salto de um número muito menor em 1980, quando haviam 108 milhões de casos de diabetes no mundo.

Já o dado mais recente sobre pessoas com sobrepeso em escala mundial diz que em 2016, mais de 1.9 bilhões de pessoas adultas estavam em situação de sobrepeso. Em relação ao total desse número, 650 milhões já eram considerados obesas.

Em paralelo ao estudo, a IARC – Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, e o WCRF – Fundo Mundial de Pesquisa do Câncer, concluíram que o aumento do IMC contribuiu para o desenvolvimento de alguns tipos de câncer, dentre eles estão: câncer da vesícula, colorretal, de rim, de pâncreas, de mama, do endométrio, de fígado, de estômago, de tiroide, de ovário e mieloma múltiplo.

 

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