Estudo revelou que os níveis de estresse aumentam com exposição à poluição

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Uma nova pesquisa sobre a poluição mostrou que os efeitos devastadores do ar poluído não são só maléfico para os pulmões, mas também contribui para que os hormônios responsáveis por desencadear o estresse aumentem significativamente. Esse estudo também tem grande importância para que os cientistas possam identificar os mecanismos que levam a associação de doenças cardíacas, diabetes, acidentes vasculares cerebrais, entre outras doenças com os efeitos da poluição. Uma coisa é certa, a poluição tem feito com que o tempo estimado de vida de pessoas que vivem sob exposição prolongada diminuísse.

O pesquisador responsável pelo estudo da Universidade Fudan, localizada na China, Haidong Kan, e sua equipe de cientistas pesquisaram os efeitos causados por pequenas partículas de poluentes com diâmetro inferior a 2,5 micrômetros. Essas partículas pequenas são as mais perigosas, pois elas são facilmente levadas pelo ar e ficam alojadas através da inalação nos pulmões e consequentemente em toda a corrente sanguínea.

Publicado no começo do mês de agosto pela revista Circulation, o estudo analisou cerca de 55 estudantes universitários considerados saudáveis da cidade de Xangai, que é atualmente a cidade que mais concentra poluentes da China.

Para que a análise fosse realizada, os pesquisadores induziram os estudantes a passaram nove dias com um purificador de ar ligado em seus quartos. Feito isso, os pesquisadores removeram os filtros dos purificadores depois de 12 dias, onde eles realizaram outro teste. Nesse segundo teste, os estudantes foram divididos em dois grupos diferentes: o primeiro grupo passou os nove dias com filtros funcionais em seus dormitórios, e o segundo grupo ficou sob os efeitos de um filtro sem funcionamento algum.

Após cada período de observação, os pesquisadores coletaram e analisaram o sangue e a urina de cada um dos alunos. Nessas análises eles puderam identificar moléculas que determinaram a exposição à poluição.

Além disso, eles também observaram que os níveis de norepinefrina, epinefrina, cortisona e cortisol (hormônios responsáveis pelo estresse), eram maiores que o esperado por causa da exposição prolongada aos poluentes. O ar poluído também fez com que os níveis de aminoácidos, açúcar, ácidos graxos e de lipídios aumentassem.

O doutor Kay disse: “Esta pesquisa acrescenta novas evidências sobre como a exposição a essas partículas afeta nossos corpos, o que pode em última instância levar a um maior risco cardiovascular”.

 

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