Marcio Alaor do Banco BMG, reporta sobre reunião do Mercosul acerca da crise na Venezuela

Os líderes diplomáticos dos Estados que fazem parte do Mercosul fizeram recentemente uma denúncia durante um encontro na cidade de Buenos Aires acerca da “intromissão constante” que o Tribunal Superior de Justiça da Venezuela tem exercido dentro do Parlamento Nacional do país, noticia Marcio Alaor, vice-presidente do Banco BMG.

A crise social, econômica e política que acontece atualmente na Venezuela se agravou nas últimas semanas após o Poder Judiciário do país ter revogado de forma temporária as funções do Parlamento. Desde então, manifestantes tomaram as ruas do país clamando por novas eleições enquanto a polícia tem reprimido duramente todas as críticas ao atual governo.

Segundo a chanceler da Argentina, Susana Malcorra, essa é uma situação na qual a separação entre os três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, pilares de qualquer nação democrática, não está sendo respeitada.

Ainda durante a entrevista coletiva concedida no Palácio de San Martín, que contou também com a presença dos ministros das Relações Exteriores do Uruguai, Brasil e Paraguai, Susana Malcorra destacou que um discurso com tom de desacato tem sido utilizado continuamente já por algum tempo, informa o executivo do Banco BMG, Marcio Alaor.

A chanceler argentina fez essas declarações e respondeu a algumas questões feitas pelos jornalistas depois de ter lido uma carta aberta elaborada pelos ministros das Relações Exteriores do Mercosul, através da qual os líderes diplomáticos solicitam que o governo venezuelano tome medidas definitivas para garantir que exista uma separação entre os três poderes, assim como o respeito ao Estado de direito e a todas as instituições que asseguram a democracia no país.

De acordo com as declarações feitas por Susana Malcorra, esse pedido é o primeiro passo para que seja iniciado o processo responsável por aplicar a cláusula referente à democracia, que precisa ser respeitada pelos países membros do Mercosul. Contudo, ela destacou mais de uma vez que mesmo que esse processo tenha início, isso não significa necessariamente que a Venezuela irá ser excluída do bloco, mas que nesse momento, é essencial que o país cumpra com todas as normas democráticas, reporta Marcio Alaor, executivo do BMG.

Entre as normas citadas, espera-se que a Venezuela liberte os seus presos políticos e, principalmente, que o governo demonstre que está disposto a cumprir o calendário de eleições do país, através do qual está definido que deverão ocorrer novas eleições para os cargos de governadores e prefeitos ainda em 2017, e eleições presidenciais em 2018.

Desse modo, é de grande importância que os mecanismos democráticos do país estejam funcionando de forma idônea para que a população venezuelana consiga exercer seus direitos nas próximas eleições, noticia Marcio Alaor, do Banco BMG.

Estiveram presentes na reunião os quatro ministros das Relações Exteriores dos países que fazem parte do Mercosul, o ministro brasileiro Aloysio Nunes, o paraguaio Eladio Loizaga, o uruguaio Rodolfo Nin Novoa e a ministra argentina Susana Malcorra, que foi a porta-voz do encontro pelo fato da Argentina ser a atual presidente rotativa do Mercosul, informa o executivo do Banco BMG, Marcio Alaor.

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