Ministério lança campanha sobre vacina devido à pior cobertura já realizada

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Uma Campanha de Vacinação voltada para crianças e adolescente até 15 anos foi lançada pelo Ministério da Saúde, após o país enfrentar a sua pior cobertura vacinal dos últimos 10 anos. Para a pasta 53% do público esperado nos postos de saúde já deveria estar com o calendário completo, o que não ocorreu.

Os números gerais parecem bons, porém em algumas cidades a cobertura está abaixo do esperado, afirma Carla Domingues, coordenadora do Programa de Imunização do Ministério da Saúde.

Esse fenômeno ao longo do tempo causa um aumento significativo de uma população vulnerável com um risco maior de epidemias.

O Ministério da Saúde encaminhou 14 milhões de doses extras além dos 143 milhões de doses já programados, sendo ao todo 15 vacinas.

A coordenadora atribui essa baixa cobertura a vários fatores, como as campanhas que antes eram bem-sucedidas reduzindo as doenças evitadas através da vacinação. A redução causou um efeito inverso, fazendo com que os pais não mantivessem as vacinas em dia. O risco, no entanto, não pode ser descartado quando se leva em consideração o cenário internacional. Em 2017 houve registro de mortes por sarampo em Portugal, Alemanha, França, Itália, Bulgária e Romênia, além de 324 casos de difteria de sarampo na Venezuela.

Apesar do esquema de vacinas serem longo, com 15 vacinas, isso também ajuda nas falhas de cobertura. O movimento contrário no país à vacinação é preocupante. “Nosso esforço é mostrar para os pais o equívoco que é acreditar nos grupos antivacinas. Esses grupos lançam as informações sem veracidade, sem nenhum estudo por trás diferentemente do que faz o ministério”, disse a coordenadora e completa: “As vacinas são incluídas após uma análise sobre a importância da doença e estudos que comprovem que o produto trará benefício e não risco para população”.

A necessidade de uma boa cobertura vacinal como a de febre amarela, que teve uma epidemia no país, foi citada. Mesmo em regiões consideradas de risco, as imunizações foram baixas apesar das vacinas estarem disponíveis nos postos.

A campanha ao todo contará com 350 mil profissionais, em 36 mil postos de vacinação.

Ao todo 760 mil crianças até 1 ano que deveriam tomar a vacina contra BCG encontram-se desprotegidas. No caso da hepatite são 950 mil não vacinadas e a pólio 790 mil crianças.

 

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