Novo ataque cibernético atinge a Ucrânia e empresas europeias

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Outro ataque cibernético ocorreu atingindo sites do governo e de várias companhias ucranianas. Ele está sendo considerado o pior ataque da história da Ucrânia, pois já atingiu também aeroportos, escritórios do governo e bancos. Empresas europeias, como a agência de publicidade WPP, informaram que também foram afetadas.

Anton Gerashchenko, conselheiro ucraniano, declarou que esse ataque é uma variação do “WannaCry”, causando essas interrupções. Foram informados que também os sistemas que fazem parte da tecnologia da informação ucraniano, foram afetados pelo “Cryptolocker”, uma variante do WannaCry, que bloqueou os computadores  de mais de 150 países  em maio.

O malware aplica um golpe conhecido como ransomware, que confisca os arquivos e os devolve somente depois do pagamento ser feito, em moedas virtuais. Não são retirados obrigatoriamente os conteúdos do sistema dos dispositivos, mas eles são codificados, para que não possam ser acessados.

Esses ataques têm como objetivo final, desequilibrar, declarou Anton Gerashchenko. Ele também afirmou, que eles certamente tiveram sua origem na Rússia.

Uma companhia de segurança digital, a Group-IB, localizada em Moscou, declarou que esse ataque parece ter sido estruturado, objetivando ao mesmo tempo, vítimas na Ucrânia e na Rússia.

Empresas privadas e bancos comerciais e públicos, foram alvos desse ataque na Ucrânia, foi o que informou o banco central ucraniano. Esses bancos estão com problemas nos serviços com seus clientes, e com as operações bancárias, como consequências desses ataques virtuais, declarou também o Banco Central da Ucrânia.

Acredita-se que a infraestrutura de defesa dos bancos contra ataques virtuais esteja ajustada, e que iniciativas de ataques cibernéticos contra sistemas bancários, possam ser anulados, informou também o Banco Central ucraniano. Mensagens de resgate podiam ser visualizadas em caixas eletrônicos, por clientes nos bancos.

Uma das atingidas pelos ataques, foi a distribuidora que fornece energia para o aeroporto de Kiev. O diretor do aeroporto de Boryspyl, Yevhen Dykhne, declarou que o terminal foi afetado, e que possíveis atrasos nos voos podem vir a acontecer.

No Reino Unido, a britânica WPP, informou que também foi atingida pelo ataque, mas não declarou se o WannaCry foi o responsável pela instabilidade. A companhia ficou com o seu site fora do ar, durante a parte da manhã.

Também a petroleira Rosneft, da Rússia, declarou ter sofrido consequências de um ataque de larga escala nos seus servidores. Poderia ter havido graves consequências desse ataque cibernético, mas a empresa possui um sistema reserva de procedimento na produção, assegurando tanto a produção do petróleo, quanto o setor do refinamento da companhia.

A empresa da Dinamarca de logística, AP Moller-Maersk, declarou que também foi um dos alvos. O porta-voz Anders Rosendahl, afirmou que se trata de um grande ataque, e que todos os braços da empresa, dentro de casa e em outras regiões, foram afetados.

Também estão nas miras desses ataques, a espanhola Mondelez e a francesa Saint Gobain.

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