O esporte desenvolve o caráter nas crianças, afirmam especialistas

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Os crimes cometidos por executivos que comandam o esporte nacional e mundial causam preocupação aos formadores de futuros atletas. O trabalho desses profissionais é conscientizar para a garotada que o esporte vai muito além da competição.

Desde de sempre o esporte tem como função proporcionar as pessoas muito mais do que habilidades motoras. Ajuda a desenvolver a mente das crianças e estimula elas a terem respeito pela sociedade.

“Além do menino correr atrás do sonho de ser um jogador de futebol, nós estamos formando um cidadão também. Então a grande maioria desses meninos não irão tornar-se jogador de futebol, mas em compensação eles estão passando por um processo de criação da fibra moral, da dimensão de valores e ter uma visão correta na hora de fazer as coisas”, diz o coordenador de futebol, Kaicke Garcia.

Fora do treino esses pequenos cidadãos atletas têm tido péssimos exemplos. A operação Fair Play apreendeu bens do presidente do Comitê Olímpico, Carlos Arthur Nuzman. Apontado como suspeito de intermediar a compra de votos de integrantes africanos do Comitê Olímpico Internacional para a escolha da cidade do Rio de Janeiro.

No futebol, investigações feitas pelo FBI – Departamento Federal norte-americano de investigações, mostram que Marco Polo Del Nero, José Maria Marin e Ricardo Teixeira, que são os últimos três presidentes da CBF, montaram um esquema de corrupção que movimentou pelo menos R$ 120 milhões.

Com acesso fácil às notícias sobre esses escândalos que acontecem diariamente, o trabalho com as crianças tem que ser reforçado. O desafio de mostrar para as crianças e adolescentes que essas condutas reprováveis e muito frequentes não podem fazer parte do mundo do esporte, continua com a família desse jovem.

“Em casa nós deixamos bem claro que não é só o futebol, que ele deve presar por aprender e que tem que ser um bom menino e um bom homem”, diz a dona de casa, Roberta Siqueira.

“Eles devem correr atrás dos objetivos deles, que é o sonho de se tornarem jogadores de futebol, mas em primeiro lugar vem a dignidade”, diz o consultor jurídico, Sidnei Oliveira.

Para a professora da USP – Universidade de São Paulo, o esporte deveria ser uma metáfora da vida, o principal é educar, ensinar as regras. Mas caso elas sejam desrespeitadas as consequências são iguais para todos.

“Quando você tem uma sociedade onde as regras não estão sendo respeitadas, esse senso de justiça corre riscos, que é o que vem acontecendo nesse momento”, diz a psicóloga esportiva e professora da EEFE-USP, Katia Rubia.

 

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