O Futuro e os Mortos Redivivos

Poderia soar como um título extravagante de uma ficção do gênero Terror Sci-fi, porém é de fato uma previsão científica, ainda que vaga, de uma estranha realidade que pode estar presente em tempos não muito distantes.

O que seria se os Homens fossem capazes de preservar suas memórias e sentidos em uma máquina avançada, um cérebro eletrônico? Segundo o pesquisador futurista Ian Pearson a questão é antes sobre as eventuais implicações morais quanto ao possível mau uso deste tipo de tecnologia, cujo desenvolvimento em si é, em sua visão, certo para pelo menos os próximos 30 anos.

Pearson afirmou ao canal de notícias Daily Mail que o avanço da Ciência neste campo atualmente é bastante seguro e possibilitará a criação dos processos que o levarão a efeito. Segundo ele os métodos seriam tão simples quanto transferir dados de um computador específico para outro, porém neste caso, coletá-los de um cérebro humano e as informações contidas em sua bioquímica, passadas para uma nuvem digital para serem inseridas num cérebro robótico.

Isso por muito que possa impressionar pela falácia de se pretender extrair uma personalidade humana de seu corpo e inseri-la em outro lugar, é, de acordo com o pesquisador, algo que está progressivamente sendo providenciado pelo conhecimento moderno e os meios para tanto vão sendo pouco a pouco estruturados.

A questão, neste aspecto, ficaria portanto resumida à ordem moral. O cientista sugere que quando estiver disponível, tal tecnologia permitirá coisas tais como alguém ser capaz de desfrutar de seu próprio funeral, tendo a consciência individual implantada em alguma espécie de android.

Seu curioso prognóstico ainda nos acautela sobre a necessidade de se realizar tais procedimentos com o mais preciso planejamento e cuidado, com fim de evitar perigos do tipo, uma certa ´´mente“ na nuvem e todas as informações contidas nela serem usurpadas por terceiros e utilizadas para formar escravos em corpos mecânicos ou algo semelhante. Enfim, o destino dos mortos redivivos será algo tão peculiar e digno de atenção quanto seu próprio surgimento. Enquanto isso, os vivos avançam.

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