OMS alerta para morte de 1,7 milhão de crianças

Devido a causas ambientais, como o péssimo abastecimento de água potável, a poluição do ar que esta acima do tolerável em grandes centros urbanos, a falta de infra estrutura para uma higiene básica e a contaminação por produtos químicos, são fatores diretamente ligados a morte de 1.7 milhão de crianças com menos de cinco anos de idade. São dados reportados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda feira.

A preocupação com o futuro e qualidade de vida das crianças, é tema de dois estudos da Organização das Nações Unidas (ONU), que trazem como tema “Herdando um mundo sustentável: Trata-se de um atlas sobre a saúde das crianças e o meio ambiente” e “Não contamine meu futuro“, que mostra a relação direta da saúde das crianças e adolescentes no mundo que os rodeia.

O objetivo da OMS, é minimizar o número de mortes de crianças devido a estas circunstâncias, divulgando com esses estudos uma mensagem alertando para os riscos que os fatores ambientais proporcionam a vida desses jovens. “Um entorno contaminado é um entorno mortífero para as crianças“, explica Margaret Chan, diretora geral da OMS.

Um dos fatores que implica na morte de crianças menores de cinco anos, é que elas estão em fase de desenvolvimento, seus sistemas e órgãos estão se desenvolvendo, isso afeta diretamente processos fisiológicos, o que as tornam vulneráveis a infecções e vários tipos de doenças, afirma a diretora.

São muitas as causas que ligam a essas estatísticas, as doenças transmissíveis e as infecções respiratórias somam 44% sendo que as afecções neonatais e os vários tipos de diarreias somam 37% e todas elas ligadas a fatores ambientais.

A pneumonia é uma das maiores causadoras de morte em crianças, segundo dados do estudo, 570 mil crianças morrem todo ano devido a doenças respiratórias. Doenças respiratórias provocadas por poluição do ar em ambientes internos e externos.

O uso de combustíveis como o carvão ou estrume principalmente para tarefas domésticas é ainda uma prática comum entre metade da população mundial“, explica Maria Neira, diretora do Departamento de Saúde Pública da OMS.

No caso de crianças expostas a fatores de exposição em ambientes internos como a inalação passiva de fumaça decorrente ao tabaco, aumentam as chances de patologias cardiovasculares, doenças respiratórias como a asma, e também câncer. Os casos de asmas em crianças com mais de cinco anos, representam 44% segundo o estudo e esta relacionado com a poluição do ar.

Mesmo com a diminuição do número de morte de crianças por rotavírus, ainda o que se vê, são números alarmantes de crianças que estão morrendo acometidas por afecções do trato digestivo causadas pelas péssimas condições de saneamento básico e infra estrutura, chegando a 360 mil mortes todo ano. Em média morrem 270 mil crianças menores de cinco anos por afecções neonatais devido a falta de condições básicas de higiene.

Os efeitos nocivos das péssimas condições ambientais já são sentidos na gravidez, os fetos gerados em mulheres expostas a fatores ambientais negativos, são mais vulneráveis a uma morte prematura. Dados mostram que os metais pesados, como chumbo e também o mercúrio, provocam problemas neurológicos gravíssimos na formação do feto, diz e entrevista a cientista, Annette Prüss-Ustün.

Segundo a OMS, os fatores ambientais que influenciam na morte de muitas crianças são muitos, a produção industrial e os resíduos tóxicos liberados na natureza deliberadamente, as péssimas condições urbanas em áreas sem planejamentos e a falta de verbas orçamentárias destinadas a moradia, saneamento básico e saúde, contabilizam em grandes números. A destruição de áreas verdes e o avanço desenfreado das grandes cidades, afetam ainda mais a natureza e contribuem para tristes condições ambientais.

 

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