Países americanos registram aumento alarmante de mutilação genital feminina

A mutilação genital é uma prática brutal que é infligida a milhares de meninas e mulheres a cada ano. A mutilação genital feminina, ou corte ritual feminino, envolve a alteração ou lesão de órgãos genitais femininos. É muitas vezes feito por pessoas sem nenhuma formação médica e em lugares sujos, colocando riscos horrendos para a saúde que pode perdurar por muito tempo.

A maioria das vítimas é aconselhada para que nunca falem sobre o assunto – e alguns não sobrevivem para contar suas histórias. Para terminar a prática, especialistas e sobreviventes relatam sobre o assunto, trazendo essa preocupação para o olhar de todos.

Algumas mulheres dizem que não têm nenhuma memória de ter sido cortada e não sentem qualquer dor no local da incisão. Em outros casos, acabam sendo devastadas e exigem procedimentos médicos especiais apenas para poder menstruar ou dar à luz. Tudo depende do tipo de mutilação, que os peritos classificaram pela parte ou por partes do corpo que começam a ser cortadas. Os casos registrados são de cortar o clitóris para removê-lo completamente para costurar a pele ao redor da vagina.

Em pelo menos 30 países, mais de 200 milhões de meninas e mulheres vivas foram submetidas à mutilação genital. Isso equivale a populações da França, Alemanha e Itália, combinadas. Mais da metade das sobreviventes vivem na Indonésia, no Egito e na Etiópia.

O procedimento é geralmente realizado entre o nascimento e a adolescência por idosos da comunidade, por profissionais de saúde tradicionais ou prestadores de cuidados de saúde treinados. Cerca de 44 milhões dos sobreviventes têm menos de 15 anos.

Em todo o mundo, estima-se que mais de 3 milhões de meninas corram o risco de serem submetidas ao procedimento a cada ano, mesmo que a prática sendo proibida em 42 países, incluindo 24 nações da África.

Segundo os especialistas no assunto, o procedimento não tem nenhum fundamento religioso. Nenhum texto religioso exige a mutilação genital feminina. No entanto, algumas culturas e seitas acreditam que a prática faz com que as esposas sejam melhores, tornando as meninas mais aceitáveis em suas comunidades, melhorando assim a sua elegibilidade para o casamento.

A prática visa reduzir a libido da mulher para garantir virgindade até o casamento e fidelidade conjugal, e também é associada a o ser “feminino”, “modesto”, “limpo” e “belo”. É praticado nos agregados familiares em todos os níveis educacionais e em todas as classes sociais, ocorrendo entre muitos grupos religiosos, incluindo muçulmanos e cristãos.

As origens da prática não são claras, há citações de historiadores relatando a evidência da prática nas múmias egípcias. Em 13 países africanos, mais da metade das mulheres entre os 15 e os 49 anos foram submetidas ao procedimento.

Especialistas em todo o mundo concordam que a prática não tem nenhum benefício para a saúde das mulheres. Dez agências globais emitiram uma declaração conjunta em 2008 marcando a prática como uma violação de direitos humanos e pedindo a sua eliminação dentro de uma geração. Entretanto, os riscos para a saúde – incluindo a morte – são abundantes.

 

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