Pesquisa da Unicamp revela que 45% dos brasileiros adultos sofrem com alguma doença crônica

 

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Pesquisa realizada pela Unicamp revela que 45% dos brasileiros adultos sofrem com, pelo menos, uma doença crônica. Dentre as doenças ainda há um destaque para: diabetes, reumatismo, artrite e hipertensão. Os dados foram coletados de pessoas com idade entre 18 anos ou mais, na cidade de Campinas – SP. Além das quatro principais, a pesquisa revelou que grande parte sofre com problemas na coluna, asma e depressão.

O levantamento realizado pela Unicamp corresponde a 1ª Pesquisa Nacional de Saúde, que avalia anualmente cerca de 60 mil brasileiros e traça o perfil dos pacientes e das doenças. O último levantamento revelou que as doenças crônicas afetam quase metade dos brasileiros adultos, um número muito elevado na população brasileira. A realização do estudo contou com a ajuda dos voluntários que responderam os questionários, e com a ajuda de algumas universidades e institutos espalhados pelo país.

Dentre os dados coletados, os pesquisadores ainda analisaram o nível de escolaridade de cada participante bem como se eles possuíam algum plano de saúde. Os dados revelaram que as pessoas que possuíam menor nível de escolaridade e não tinham nenhum plano de saúde particular, eram mais afetadas pelas doenças crônicas. As doenças crônicas têm como característica serem persistentes, as vezes incuráveis, e as vezes irreversíveis. O paciente que sofre com alguma doença crônica, passa a ter limitações no dia a dia, no trabalho e até mesmo no convívio pessoal.

Para comprovar a pesquisa, a doméstica Maria Costa Gomes Santos, que não possuí formação escolar nem mesmo plano de saúde particular, revelou em uma entrevista da Unicamp: “Eu tenho diabetes, pressão alta e colesterol”. No caso da Maria são três doenças crônicas que podem interferir de muitas formas no dia a dia dela.

A relação de escolaridade com o aumento de doenças crônicas é explicada pela pesquisadora Marilisa Berti Santos: “A tendência é que as pessoas de melhor nível sócio econômico, e de melhor escolaridade, têm mais condição e informação para desenvolver hábitos mais saudáveis. Os mais vulneráveis têm mais dificuldades dessa adoção de comportamento”.

Outro dado interessante revelado pela pesquisa da Unicamp, é que as mulheres adultas são as mais afetadas com as doenças crônicas. Do total de voluntários avaliados, cerca de 59,05% são mulheres, enquanto que os homens somam 40,95%. A pesquisa ainda relatou que essa constatação da maioria mulher, acontece pelo simples fato de que as mulheres costumam procurar mais por serviços de saúde, sendo assim acabam sendo mais diagnosticadas do que os homens. Nesse caso a questão é apenas de diagnóstico, não de fatores bioquímicos.

Esse fato é confirmado pelo pedreiro Maurício de Souza Silva: “Eu não procuro muito o médico não, só nos últimos casos”. Maurício é um desses casos, e segundo a esposa dele, são poucas as vezes que ele procura por auxílio médico. A esposa Olga Guimarães Silva relatou: “Ele precisa estar morrendo para ir”.

 

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