Produção industrial avançou em 10 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE

Sim, a crise ainda persiste, perceptível muitas vezes, mas vêm surgindo notícias mais otimistas, que indicam uma recuperação da nossa economia, ainda que bem gradual, de forma bastante lenta. E essa afirmação pode ser provada, assim que constatamos os resultados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mas conhecido pela sigla “IBGE”, divulgou no dia 8 de novembro, um quarta-feira. É que houve uma expansão do setor industrial, durante o mês de setembro deste ano, 2017, em 10 do total de 15 locais que integram a referida pesquisa, quando comparado ao mesmo mês no ano passado, 2016. Já tratando-se da média nacional, destaca-se um crescimento de 2,6%, por parte do setor industrial, durante o período em questão.

Mas tratemos mais detalhadamente dos resultados estaduais, a começar pelos dois estados com os avanços tidos como “mais intensos”, no caso, o Pará, com seus 13,2%, e o Rio de Janeiro, com 11,3%, por sua vez. E vale lembrar, antes de continuar esse detalhamento por localidade, que os resultados positivos podem ser explicados por conta de uma impulsão que teria sido ocasionada por setores específicos. Em relação ao Pará, a impulsão, pelo o que se soube, ocorreu graças aos setores de indústrias extrativas, ou seja, de minérios de ferro em bruto ou beneficiados. No caso do Rio de Janeiro, já foi por “coque”, ou melhor, “produtos derivados do petróleo e biocombustíveis”. Para quem não sabe, trata-se do óleo diesel e dos óleos combustíveis, além, é claro, da gasolina automotiva, dos querosenes de aviação e óleos lubrificantes básicos, e sem contar também as naftas para petroquímica. Fora tudo isso, também incluímos o setor de veículos automotores, reboques e carrocerias, no caso dos automóveis e caminhões, em relação ao Rio de Janeiro ainda.

Avanços também foram encontrados em mais oito estados, por ordem decrescente das proporções: Paraná, com 8,9%; Goiás, com 7,3%; Amazonas, com 6,8%; São Paulo, com 5,0%; Bahia, com 4,7%; Mato Grosso, com 4,5%; Ceará, com 3,3%; e, por fim, Santa Catarina, com seus 2,4%. E assim, como foram, ao todo, 15 locais avaliados nessa pesquisa, podemos, de antemão, concluir que serão cinco os locais em situação negativa a destrincharmos. Mas quais foram esses?

Pois bem, o estado com maiores perdas foi o Rio Grande do Sul, chegando-se aos -5,0%, por conta de setores deficientes como o de celulose, papel e produtos de papel, além do setor de produtos alimentícios como um todo. Seguido por ele, está Pernambuco, com seus -4,1%, motivados por conta de um impacto também no setor de produtos alimentícios, além do setor de bebidas, a exemplo da aguardente e dos refrigerantes.

Fora os resultados negativos desses dois, a pesquisa também analisou mais três em situação de retrocesso, vale pontuar: Espírito Santo, com -2,7%; Região Nordeste, com -1,3%; e então Minas Gerais, quase neutra, com -0,8%.

 

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