Projeto experimental de Portugal inclui igualdade de gênero em escolas

Em Portugal, o começo do ano letivo que aconteceu no mês de setembro trouxe uma novidade para os estudantes de um total de 235 escolas da rede pública e privada do país. Um novo projeto chamado de Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular, foi implantado para as escolas cadastradas com o intuito de oferecer uma experiência diferenciada no currículo escolar incluindo a cidadania e o desenvolvimento dos jovens cidadãos. O projeto foi aprovado inclusive pelo Ministério da Educação do país, que visa uma mudança na forma como a sociedade vê a distinção de gênero.

Para o projeto-piloto, as autoridades de Portugal decidiram que irá implantar o novo sistema para estudantes de quatro faixas etárias. Os estudantes que já estão participando desse novo sistema estão matriculados para o ano letivo que corresponde de 2017 a 2018. Dentre os anos letivos escolhidos pelas autoridades estão o 1º, o 5º o 7º e o 10º ano, que corresponde ao ciclo de ensino básico e secundário de Portugal. Aqui no Brasil seria equivalente ao ensino fundamental e o médio. Por tratar-se de diferentes turmas e faixa etárias, as modalidades de ensino sobre cidadania e desenvolvimento serão realizadas de diferentes formas.

Atualmente, Portugal possui um total de 1,3 milhão de estudantes, sendo divididos em 4.314 escolas voltadas para o primeiro ciclo do ensino básico, 1.209 escolas voltadas para o segundo ciclo do ensino básico, 1486 escolas do terceiro ciclo do ensino básico e 963 escolas voltadas para o ensino secundário.

O governo de Portugal explicou que a mudança na grade escolar dos alunos tem como objetivo aumentar a liberdade que as escolas têm em ministrar as aulas durante o período letivo. Além disso, a Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, deverá ampliar o conceito de cidadania e desenvolvimento para os alunos ajudando em uma melhor compreensão dos direitos iguais.

O Ministério da Educação ainda explicou que o projeto foi desenvolvido para “que os estudantes desenvolvam e participem ativamente em projetos que promovam a construção de sociedades mais justas e inclusivas, no quadro da Democracia, do respeito pela diversidade e da defesa dos direitos humanos”.

 

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