REALIDADE E PRECONCEITO: a questão dos gêneros

Tudo o que é polêmico ganha proporções inimagináveis. As pessoas têm por hábito relegar aquilo que desconhecem ou que não compraz com o seu estilo de vida. Já há muito se discute a individualidade do ser humano. Parece que o outro é apenas alguém que não merece crédito ou atenção, ou apenas mais um vivendo nesse gigante.

Existe hoje discussões acaloradas sobre os LGTBs (Lésbicas, Gays, Transexuais e Bissexuais), como se a escolha, ou melhor, a opção sexual devesse ser aprovada pela sociedade, sem oferecer a liberdade da livre escolha ou da livre opção.

Os LGTBs, são pessoas como nós somos. Necessitam de amor, de compreensão, de amizades, do trabalho e de tudo o que nós desfrutamos, inclusive família. Há aqueles que pensam retrogradamente e veem esses elementos como uma afronta à heterossexualidade. A homossexualidade nada mais é do que a atração e o amor pela pessoa do mesmo sexo e qual o problema nisso? Bissexual é aquele que se atrai por ambos os sexos e também aí, qual o problema nisso? Já os transexuais são aqueles que não estão satisfeitos com o próprio corpo, ou seja, no seu entendimento estão num corpo que não lhes diz nada, não os completa, não os deixa felizes e por isso a mudança, inclusive até nos órgãos genitais e também aí não existe qualquer problema, pois como se os heterossexuais, na sua maioria, gostassem do corpo que tem. Se gostasse, não haveriam as cirurgias plásticas, a malhação em academias e nas ruas; a obsessão pelo corpo perfeito, pelo corpo magro e não gordo, e haja cirurgias bariátricas, para atender os anseios de tanta gente.

A busca pelos ideais de cada um, deve pertencer a cada um. Não existe esta paranoia de que LGTBs, são diferentes de qualquer um de nós, pois não são e a esses deve-se elogiar pela coragem de assumir aquilo que a sociedade despreza, assim indo em direção às críticas daqueles que se acham perfeitos enrustidos numa armadura, ou carapuça do ser humano perfeito.

Ninguém é perfeito e nem imperfeito, somos aquilo que somos e nada mais. Por isso devemos respeitar a opção que cada um faz da sua vida.

O outro, não é apenas mais um. É alguém que merece respeito e apoio. Estender as mãos ao meu irmão me deixa mais forte e podemos assim transformar o mundo para que sempre possamos melhorar, nos aprimorar e progredir e isso não fazemos sozinhos.

 

This entry was posted in Postagens. Bookmark the permalink.