Shoppings de Hong Kong mudam seus espaços para garantir boas vendas

Quem passeia por Hong Kong está percebendo que as compras e o público das lojas está mudando, assim como a forma que o espaço é divido nos shoppings. No Pacific Blue, a Burberry Group teve a sua loja reduzida e agora mais dois estabelecimentos estão no local, um estúdio de oiga e um bar de sucos. Uma loja Coach foi substituída por uma empresa de chá. A luxuosa Louis Vuitton abriu espaço para um bar e restaurante com um estilo do sul da Califórnia.

Hong Kong é uma cidade com um alto custo, os chineses que passeavam procurando pelos artigos de luxo das lojas Prada, Gucci e Tiffany, hoje estão viajando para outros lugares. Quem permanece comprando no local prefere não gastar tanto. Houve uma queda de 8,8% das visitas nacionais na região. Três quartos dos gastos com hospedagem são de origem chinesas. Os produtos que mais sofreram perda nas vendas foram os bens de luxo com uma venda equivalente a menos de um terço, considerando os maiores valores registrados em abril de 2013.

Atualmente os chineses estão preferindo comprar itens de luxo sem sair do país, com a internet ficou mais confortável ainda adquirir produtos à distância. Existe uma cautela maior no momento de comprar produtos fora do país, o que ocasiona uma mudança no mercado global dos bens de luxo de US$ 390 bilhões. Esse valor não é sentido em nenhuma outra região quanto nos shoppings de Hong Kong.

Com a redução do consumo, o mercado está atento e busca aplicar estratégias para continuar com um bom desempenho nas vendas. Swire Properties, proprietária do Pacific Place, fez uma atualização de seus inquilinos para se adaptar às mudanças de hábitos nos gastos dos consumidores e atrair novos visitantes. Somente nos últimos 18 meses a empresa fechou contrato com mais 30 inquilinos novos e duplicou a quantidade de pontos de alimentos e bebidas.

Para se recuperar no desempenho das vendas as empresas proprietárias estão usando seus recursos para disponibilizar novos espaços, mas caso o crescimento avance existe o risco de não haver tempo para acompanhá-lo, afirma Patrick Wong, analista de propriedade da Bloomberg Intelligence.

 

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