Tecnologia experimental permite tetraplégico se mover com a força do pensamento

Uma pesquisa que visa ajudar tetraplégicos a retomar movimentos teve um grande avanço em 2017. Bill Kochevar, que é paralisado do pescoço para baixo, se submeteu a uma tecnologia experimental cujo objetivo é permitir o paciente consiguir mover o braço e a mão com a força da mente.

O que antes parecia ser fruto de um filme de ficção, agora é algo tangível. Foi inserido no córtex motor do seu cérebro, um implante elétrico. Assim como sensores no antebraço, para possibilitar os músculos da mão e do braço sejam estimulados por um comando do cérebro.

Após ter os conectores inseridos no córtex cerebral, o tetraplégico precisa passar por treinamentos em realidade virtual. Isso é necessário para construir uma interface entre o cérebro e o computador. Dessa forma o software consegue localizar os sinais que devem ser convertidos em movimento.

Bill Kochev, de 52 anos, afirmou numa entrevista ao portal de notícias The Guardian, que apenas pensa o que quer fazer e o seu cérebro faz o restante. Pela primeira vez em oito anos, ele é capaz de realizar refeições sozinho. O americano ficou paralitico quando sofreu acidente de bicicleta.

Esse trabalho experimental é realizado pela Universidade Case Western Reserve, situada em Cleveland. Esse é o primeiro sucesso da pesquisa que consegue fazer uma pessoa completamente paralisada conseguir realizar movimentos através de pensamentos.

As ações do paciente ainda são lentas. Os responsáveis pelo projeto enfatizaram a importância de provar que essa pesquisa é relevante e funcional. A ideia agora é simplificar ao máximo para que seja possível aprimorar ainda mais esse tratamento, para que seja disponibilizado a todos os tetraplégicos.

Bolu Ajiboye, um dos cientistas que está à frente do projeto, afirmou que esse resultado já pode ter consequências práticas na vida de um tetraplégico. Poder agarrar e levantar o braço implica a faculdade de poder beber e se alimentar sozinho. Dentre outras atividades cotidianas, proporcionando autonomia.

Ajiboye explicou que sua intenção é que o paciente consiga movimentar os braços sem fazer muito esforço. Sendo suficiente apenas pensar para que a ação se realize. O maior entrave é a quantidade de músculos que precisam ser estimulados e os cabos suficientes para isso. O cientista ressaltou que não se trata de uma cura para a paralisia, e sim uma forma de lidar com ela.

Futuramente a pesquisa pretende que o sistema funcione usando uma rede wireless, eliminado os fios. E que os sensores sejam escondidos embaixo da pele.

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